sábado, 3 de julho de 2010

Telescópica? Não falha!

 

nochancecompleta

Não sabendo explicar muito bem porquê, sempre gostei particularmente de construir ou reconstruir canas telescópicas.

Gosto da imagem dos seus passadores numa cana toda fechada. Permite conjugar alguns efeitos que numa de duas ou três partes não funciona tão bem.

Gosto também de defender a aparente causa perdida das canas telescópicas versus de secções.

Uma verdadeira injustiça! Bem tratadas são bastante eficazes em muitas técnicas de pesca. A embarcada é uma delas.

Esta nasceu de um “blank” de origem asiática, com 2,60m e feito 100% em carbono. Muito rijo. Só a ponteira é que trabalha quando em esforço ligeiro. O resto da cana necessita que puxem por ela para começar a vergar.

Muito interessante e quanto a mim muito útil para pescas a baixas profundidades que necessitem de uma cana rápida e sensível.

O batente é composto por uma peça em alumínio azul acompanhada de perto por um pequeno esqueleto de um peixe. Decididamente gosto de ver o esqueleto por baixo da manga retráctil.

O enrolamento do remate foi coberto com epoxy preto e brilhantes prateados que fazem um belo efeito marmóreo enquadrado por outros dois pequenos enrolamentos em prata e azul.

Esta será a decoração que vai acompanhar toda a cana.

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O cabo está completamente revestido com manga retráctil com um efeito em diamante para melhorar a aderência.

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O porta carretos em grafite, leve e robusto, enquadra-se perfeitamente com o resto da cana.

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O gráfico… Bem, quanto ao gráfico, deu-me para fazer uma cana bem humorada.

Passo a explicar.

A cana tem por nome “Não falha”! E para não falhar, à cautela, coloquei uma lata de sardinhas no gráfico. Estranho? Sim, mas diferente e atraente. Já para não falar dos sorrisos que arranca a quem a vê.

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Os passadores, Low Rider, rematam a cana. Como já o disse, esta é a parte que mais gosto nas canas telescópicas.

nochanceguides 

Por agora é tudo. Esta já está documentada mas ainda vou ter muito que escrever para vos pôr a par das outras que entretanto foram construídas e entregues.

Aproveito para vos comunicar que brevemente as “Made in Portugal” vão ser divulgadas na revista americana “Rod Maker Magazine”, facto de que me orgulho bastante. Apenas os melhores do mundo têm entrada nesta publicação. Desculpem a baba mas não o consegui evitar.

A próxima está a caminho.