sábado, 17 de agosto de 2013

Radical Fly–a minha primeira menina para fly fishing

 

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Após ter feito algumas experiências, depois de ter estragado algum material e de passar horas a pesquisar e a conversar com colegas americanos que só constroem canas de fly, achei que estava pronto para construir a minha primeira cana para esta fascinante modalidade da pesca.

Os que me conhecem sabem que sou perfeccionista ou picuinhas se preferirem com aquilo que faço. Essa é a razão para tantos cuidados antes de iniciar esta construção.

Sem um cliente definido resolvi construir a cana a meu gosto e para pescar no mar.

A escolha de materiais foi fácil pois todos os componentes são da American Tackle: blank da série Matrix com 9´(2,70m) preto para lançar linhas de wt10, porta carretos em alumínio preto, passadores pretos e linhas para os enrolamentos em preto e laranja.

O cabo é de cortiça mas forrado com pele de raia sintética também em preto. Hook kepper em alumínio da mesma cor.

Para os menos entendidos nesta modalidade, uma cana com estas características é indicada para pescar no mar.

Nas primeiras fotos podem observar o “fighting butt” (a tradução desta expressão não me soa bem)  em cortiça forrado com pele sintética e o porta carretos em alumínio com pele laranja fluo por baixo a fazer realçar as janelas do mesmo. No meio destas duas peças o “hook kepper” também em alumínio preto.

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Cabo em cortiça forrado com pele sintética.

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Gráfico muito simples todo em preto e laranja com o logo da 7even, o habitual made in Portugal, as características técnicas e o meu peixe tribal em versão redesenhada por mim acompanhado pelo nome da cana “Radical Fly”.

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Os passadores são todos American Tackle sendo que o primeiro é um passador normal com porcelana e os seguintes são todos em arame de inox preto. Os enrolamentos são todos em preto e laranja com linhas Pro Wrap da American Tackle.

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E está apresentada mais uma menina. Desta vez uma estreia numa modalidade espetacular em que procurei fugir o máximo daquilo que tradicionalmente se faz nas canas de fly e utilizei materiais pouco comuns. Eu gostei do resultado final! E vocês?

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Outra capa da Rodmaker Magazine

 

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Estou de volta depois de umas curtas férias!

E com boas noticias.

Mesmo correndo o risco de começarem a achar que aparecer na capa da melhor e maior revista do mundo dedicada ao custom rodbuilding é uma coisa banal e fácil de alcançar, não podia deixar de vos dar a conhecer a obtenção da minha 5ª capa.

São já cinco em pouco mais de 2 anos. Obviamente estou orgulhoso.

Desta vez a cana contemplada foi uma Zziplex GB3 do meu amigo Anthony. A GB3 é uma cana muito especial e podem ler a sua história aqui.

No interior pode ser lido um artigo meu acerca da técnica que inventei para pintar os nós celtas que se podem observar nos enrolamentos dos passadores.

Nestes tempos difíceis  sabe sempre bem ver o nosso trabalho valorizado e dá-me força para não desistir, continuar a lutar e não abandonar os objectivos a que me propus quando iniciei esta aventura.

Mais uma vez aproveito para agradecer à minha família, especialmente à minha esposa e aos meus amigos pela força e paciência que tem tido comigo e que se mantem ao meu lado nos momentos mais complicados.

Em breve mais uma menina vai aqui chegar.

sábado, 20 de julho de 2013

Red Angel–mais que uma cana de spinning, uma bonita homenagem.

 

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Custa-me quando olham para uma das minhas canas e apenas conseguem ver uma cana de pesca. Gosto de pensar que são mais que isso muito por culpa das muitas horas que dedico à construção de cada uma delas. Conforta-me pensar que os donos vão cuidar e exibir as minhas meninas com orgulho, como se de uma obra de arte se tratasse.

É por isso que gosto de construir canas cuja função vai para além de pescar, são também uma forma de homenagear algo ou alguém. É o caso desta “Red Angel”.

Fui contactado pelo Carlos Tavares que tinha a ideia de construir uma cana de spinning com a dupla função de pescar e de prolongar a memória do seu irmão.

Muitas ideias, muitos detalhes e muitos elementos gráficos! Demasiados como disse ao Carlos.

Após uma pacifica discussão chegamos à conclusão que iriamos utilizar um blank da American Tackle série ATX com 3,30m para lançar até 100gr com uma acção muito rápida e pintado de vermelho, porta carretos em alumínio e um conjunto de passadores Micro Wave também da American Tackle. Tenho que acrescentar que não percebo o cepticismo que ainda existe na Europa em relação a este sistema que ganhou os principais prémios na EFFETEX e na ICAST as duas maiores feiras de pesca na Europa e nos USA respectivamente. Os resultados são efectivamente fantásticos.

Mas como já vai longa a conversa passo a mostrar as fotos desta beleza vermelha.

Apenas quero acrescentar um agradecimento ao Carlos por ter confiado nas minhas decisões neste projecto tão importante para ele.

O batente desta vez foi feito em cabedal com a foto do homenageado na parte inferior. Esta peça é constituída por várias camadas de cabedal coladas e torneadas.

O cabo foi todo forrado em cabedal devidamente impermeabilizado e com o nome da cana gravado a laser na parte central.

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Porta carretos em alumínio cor “gun smoke” com o nome do cliente gravado a laser na parte de cima ladeado por duas peças em cabedal semelhantes ao batente. Termina com um hook kepper também de alumínio.

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O gráfico é constituído por uma imagem de um anjo rodeado por luz, o nome “Red Angel”, os detalhes técnicos e os meus logos. Tudo em prata, preto e vermelho.

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Os passadores são os fabulosos Micro Wave da American Tackle. Enrolamentos com linha metalizada na cor “gun smoke” rematados com riscas pérola, cinza e prata.

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Está apresentada mais uma menina com muitos detalhes e cheia de encantos. Para pescar e admirar.

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Aproveito para desejar boas férias a todos. Pela parte que me toca e ao fim de treze anos sem lhes sentir o sabor vou finalmente gozar alguns dias, poucos, das ditas. Tem sido uma luta constante e dura mas feita com muita vontade e dedicação.

Volto em breve com algumas boas novidades.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Wave-Tech: A tecnologia ao serviço do spinning

 

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Há já algum tempo que tenho vindo a fazer algumas experiências com a mais recente tecnologia em passadores para canas de Spinning, os passadores Micro Wave da American Tackle.

Confesso que estava um pouco incrédulo com as melhorias de performance no lançamento anunciadas pela empresa americana da qual sou consultor mas após testar durante algum tempo os passadores cheguei à conclusão de que realmente fazem diferença e optimizam bastante o lançamento chegando em alguns casos a atingir diferenças superiores a 20%.

Para culminar a minha fase de testes resolvi construir uma cana de Spinning 100% American Tackle: blank, porta carretos, passadores e linhas.

O blank escolhido foi um Green Matrix com 2,65m para lançar amostras até 25gr muito divertido de utilizar e bastante versátil acompanhado por um porta carretos Aero em grafite, passadores Micro Wave e linhas metalizadas ProWrap.

No cabo voltei a fazer um “Sliced Split Grip” mas desta vez com um fundo em pele sintética verde. As fatias são compostas por uma rodela de eva e duas anilhas de alumínio. No meio surge o logo da American Tackle gravado a laser.

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Porta carretos Aero inserido no meio de algumas fatias de eva e alumínio.

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Para esclarecer algumas duvidas que possam surgir em relação ao conforto deste tipo de cabo devo dizer que é muito confortável e não afecta em nada a performance da cana.

No gráfico utilizei um fundo abstracto a evocar as ondas tecnológicas, o nome da cana e as habituais características técnicas.

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Os passadores utilizados foram os Micro Wave com a porcelana em Nanolite e a armação em aço inox. Os enrolamentos são em verde neon rematados com riscas prata e preto.

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E está apresentada mais uma menina, esta cheia de tecnologia e que pode ser vista e experimentada aqui na nossa loja em Setúbal. Visite-nos!

Apenas uma última nota, participei num concurso de Rodbuilding em Itália com esta cana que se classificou em 3º lugar mesmo com uma votação um pouco italiana.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Simples reparações, reconsruções e personalizações.

 

Nos últimos tempos tenho lido com alguma frequência em alguns fóruns e nas redes sociais algumas interrogações sobre o facto de eu fazer reparações mais simples tais como mudar um passador ou um porta carretos.

Pois bem desta vez não vos trago nenhuma cana nova mas sim algumas reconstruções, personalizações e simples reparações que fazem parte do meu dia a dia mas que não chegam à ribalta como a parte mais glamorosa do meu trabalho traduzido nas minhas meninas made in Portugal.

Não chegam aqui mas são extremamente importantes no meu trabalho não só para garantirem sustento mas também para que eu possa aperfeiçoar métodos de trabalho e até mesmo desenvolver novas técnicas.

Posto isto começo pelas reconstruções.

Quando falo em reconstrução entenda-se que da cana original apenas fica o blank. Tudo o resto é feito de novo.

A primeira cana que vos mostro é uma Awa Shima NGage de Spinning que tem um blank bastante interessante mas estava a precisar de componentes a condizer.

Como o Marco é um apreciador de tudo o que está ligado aos índios nativos dos U.S.A., a temática não podia ser outra.

Porta carretos Fuji, passadores Alps VX e cabo em EVA com detalhes em alumínio.

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Neste hook kepper uma nova solução: um íman! Uma solução para melhorar e tornar mais eficaz em construções futuras.

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A próxima é uma Shimano também de Spinning que confesso não me recordo do modelo.

O João Pinto queria uma cana com um visual diferente e julgo que consegui satisfazer o seu desejo. 

Porta carretos em alumínio com um visual muito moderno, passadores Fuji K pretos, split grip em eva e todos os enrolamentos com efeito marmóreo com base preta e chamas em dourado, vermelho e laranja.

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E para terminar as reconstruções, uma cana telescópica da Barros para pesca embarcada pertença do Jorge Jig.

Porta carretos Fuji, passadores Fuji K e todos os enrolamentos com efeito marmóreo em azul, branco, laranja e prata. Cabo forrado com manga retráctil.

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Também as reparações mais simples fazem parte do meu dia a dia na oficina.

Mudar um passador, um porta carretos, construir uma ponteira, reparar uma cana partida ou mesmo restaurar canas antigas são apenas algumas das tarefas a que dedico grande parte do meu tempo.

Eis algumas fotos dessas reparações.

As duas fotos abaixo representam dois tipos diferentes de enrolamentos mais trabalhados. Muito vistosos mas muito trabalhosos e confesso não fazem parte das minhas preferências. mas quando solicitado, faço.

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As próximas fotos são exemplos de substituição de passadores em canas de várias marcas.

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Muito mais vos poderia mostrar mas a intenção é  apenas realçar que as reparações fazem parte do meu quotidiano como construtor de canas.

Em breve as minhas meninas vão estar de volta.