quarta-feira, 12 de junho de 2013

Wave-Tech: A tecnologia ao serviço do spinning

 

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Há já algum tempo que tenho vindo a fazer algumas experiências com a mais recente tecnologia em passadores para canas de Spinning, os passadores Micro Wave da American Tackle.

Confesso que estava um pouco incrédulo com as melhorias de performance no lançamento anunciadas pela empresa americana da qual sou consultor mas após testar durante algum tempo os passadores cheguei à conclusão de que realmente fazem diferença e optimizam bastante o lançamento chegando em alguns casos a atingir diferenças superiores a 20%.

Para culminar a minha fase de testes resolvi construir uma cana de Spinning 100% American Tackle: blank, porta carretos, passadores e linhas.

O blank escolhido foi um Green Matrix com 2,65m para lançar amostras até 25gr muito divertido de utilizar e bastante versátil acompanhado por um porta carretos Aero em grafite, passadores Micro Wave e linhas metalizadas ProWrap.

No cabo voltei a fazer um “Sliced Split Grip” mas desta vez com um fundo em pele sintética verde. As fatias são compostas por uma rodela de eva e duas anilhas de alumínio. No meio surge o logo da American Tackle gravado a laser.

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Porta carretos Aero inserido no meio de algumas fatias de eva e alumínio.

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Para esclarecer algumas duvidas que possam surgir em relação ao conforto deste tipo de cabo devo dizer que é muito confortável e não afecta em nada a performance da cana.

No gráfico utilizei um fundo abstracto a evocar as ondas tecnológicas, o nome da cana e as habituais características técnicas.

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Os passadores utilizados foram os Micro Wave com a porcelana em Nanolite e a armação em aço inox. Os enrolamentos são em verde neon rematados com riscas prata e preto.

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E está apresentada mais uma menina, esta cheia de tecnologia e que pode ser vista e experimentada aqui na nossa loja em Setúbal. Visite-nos!

Apenas uma última nota, participei num concurso de Rodbuilding em Itália com esta cana que se classificou em 3º lugar mesmo com uma votação um pouco italiana.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Simples reparações, reconsruções e personalizações.

 

Nos últimos tempos tenho lido com alguma frequência em alguns fóruns e nas redes sociais algumas interrogações sobre o facto de eu fazer reparações mais simples tais como mudar um passador ou um porta carretos.

Pois bem desta vez não vos trago nenhuma cana nova mas sim algumas reconstruções, personalizações e simples reparações que fazem parte do meu dia a dia mas que não chegam à ribalta como a parte mais glamorosa do meu trabalho traduzido nas minhas meninas made in Portugal.

Não chegam aqui mas são extremamente importantes no meu trabalho não só para garantirem sustento mas também para que eu possa aperfeiçoar métodos de trabalho e até mesmo desenvolver novas técnicas.

Posto isto começo pelas reconstruções.

Quando falo em reconstrução entenda-se que da cana original apenas fica o blank. Tudo o resto é feito de novo.

A primeira cana que vos mostro é uma Awa Shima NGage de Spinning que tem um blank bastante interessante mas estava a precisar de componentes a condizer.

Como o Marco é um apreciador de tudo o que está ligado aos índios nativos dos U.S.A., a temática não podia ser outra.

Porta carretos Fuji, passadores Alps VX e cabo em EVA com detalhes em alumínio.

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Neste hook kepper uma nova solução: um íman! Uma solução para melhorar e tornar mais eficaz em construções futuras.

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A próxima é uma Shimano também de Spinning que confesso não me recordo do modelo.

O João Pinto queria uma cana com um visual diferente e julgo que consegui satisfazer o seu desejo. 

Porta carretos em alumínio com um visual muito moderno, passadores Fuji K pretos, split grip em eva e todos os enrolamentos com efeito marmóreo com base preta e chamas em dourado, vermelho e laranja.

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E para terminar as reconstruções, uma cana telescópica da Barros para pesca embarcada pertença do Jorge Jig.

Porta carretos Fuji, passadores Fuji K e todos os enrolamentos com efeito marmóreo em azul, branco, laranja e prata. Cabo forrado com manga retráctil.

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Também as reparações mais simples fazem parte do meu dia a dia na oficina.

Mudar um passador, um porta carretos, construir uma ponteira, reparar uma cana partida ou mesmo restaurar canas antigas são apenas algumas das tarefas a que dedico grande parte do meu tempo.

Eis algumas fotos dessas reparações.

As duas fotos abaixo representam dois tipos diferentes de enrolamentos mais trabalhados. Muito vistosos mas muito trabalhosos e confesso não fazem parte das minhas preferências. mas quando solicitado, faço.

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As próximas fotos são exemplos de substituição de passadores em canas de várias marcas.

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Muito mais vos poderia mostrar mas a intenção é  apenas realçar que as reparações fazem parte do meu quotidiano como construtor de canas.

Em breve as minhas meninas vão estar de volta.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Irish Hooker–duas canas, um só tema

 

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Antes de mais deixem dizer que o nome surgiu de uma anedota pessoal entre mim e o Anthony, o meu amigo irlandês dono destas duas meninas, as últimas das sete que já tem.

Esclarecida a proveniência deste duvidoso nome, passo a contar-vos a história das ditas.

Depois de quatro canas de Surfcasting que construi para o Anthony ele resolveu visitar-me na minha oficina. Durante essa visita, no meio de duas pescarias, travou conhecimento com estes dois blanks da WFT com 2,20m e 2,40m com acções de 40-190gr e 80-220gr respectivamente,  ambos de duas partes e indicados para  construir canas de barco.

São blanks duros, fortes mas sensíveis na marcação de toques dos peixes mais desconfiados.

Depois de decidir ficar com duas novas canas, pediu-me para as fazer com o tema, gráficos, enrolamentos, passadores e porta carretos iguais. A única coisa diferente seriam os cabos, um “Sliced Split Grip” e um”Ball Grip”, dois tipos de cabos inventados por mim.

Fiz a vontade ao Anthony e eis o resultado.

Os cabos foram construídos com peças de eva e anilhas de alumínio mas com estruturas diferentes, um split grip e outro continuo a preencher todo o cabo. Os batentes são em alumínio.

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Porta carretos Alps em alumínio com as “janelas” em preto.

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Os foregrips seguem o mesmo formato dos cabos.

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O gráfico é muito simples. Para variar, lol!

Tem apenas a bandeira da Irlanda com um aspecto envelhecido a servir como fundo, o nome “Irish Hooker”, as características técnicas e os habituais logos.

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Os enrolamentos foram todos feitos com linha metalizada matizada em preto e prata rematados com riscas em verde e laranja. Os passadores são Alps XN.

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Mais duas canas made in Portugal a pescar nos mares da Irlanda.

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Espero que gostem!

sábado, 9 de março de 2013

Surfcasting - Uma matadora em vermelho

 

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Não tenho por hábito mostrar aqui reconstruções de canas mas para esta resolvi abrir uma excepção por achar que o resultado final merece algum destaque.

O Miguel Lopes entregou nas minhas mãos o destino de uma cana Shimano Super Aero Technium 425 CX-G que queria ver personalizada por mim.

Utilizar vermelho e uma Dourada no gráfico foram os únicos pedidos que me fez ficando o resto ao meu critério o que normalmente aproveito para dar asas à imaginação.

E foi o que fiz!

Sendo o blank prateado, os passadores e o porta carretos prateados pareceu-me óbvio que toda a parte decorativa da cana teria que ser feita com prateado e vermelho.

O desafio aqui foi reconstruir uma cana diferente com cores sobejamente utilizadas nas canas de produção.

Pois digam de vossa justiça se o objectivo foi alcançado.

Apresentado que está o blank faltam os passadores, Fuji K, e o porta carretos, Fuji NS7.

Melhor que palavras só mesmo as fotos da menina.

O batente é de alumínio seguido do cabo todo forrado com pele de elefante sintética vermelha e com uma peça de alumínio a meio para encostar nos suportes sem danificar a pele.

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Porta carretos Fuji NS7 que tem como particularidade o facto de ter uma peça plástica que tapa o enrolamento na parte central do mesmo ficando assim com um melhor apoio para o pé do porta carretos.

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O gráfico é sempre uma parte das construções pela qual eu tenho especial prazer em idealizar e aplicar na cana e este está particularmente bem conseguido. Digo eu!

A figura central é uma Dourada mas uma muito especial. É que o Miguel apelidou esta cana de Matadora de Douradas e eu resolvi aplicar literalmente essa ideia mas na Dourada. Coloquei um raio laser no peixe com uma mira telescópica que ela está a utilizar para derreter as letras do nome, “ Killer Machine”.

Sim eu sei, acham que os vapores do epoxy começam a afectar-me mas talvez vendo o gráfico percebam melhor a ideia.

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Como já devem ter percebido nesta altura, todos os enrolamentos foram feitos com um efeito marmóreo em vermelho e prata sempre rematados com riscas nas mesmas cores feitas com linha metalizada. Na foto do passador podem observar melhor o resultado final.

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Uma palavra para o Miguel! Chegou tímido mas revelou ser um “granda” pintas! Mas um pintas 5 estrelas que já conquistou um espaço na lista dos meus amigos.

Está apresentada mais uma menina. Espero que seja do vosso agrado.